Quão mais nítida e próxima a realidade.
Mais cegos os homens parecem ficar.
Cegueira que perpassa a capacidade de
não ver e, chega ao não sentir,
não estar, não existir...
Por vezes, andando pela rua.
Tenho a sensação de vivermos
encenando um espetáculo,
desprovido de arte, sem desejo.
Limitados ao papel que nos coube.
Ao lugar que marcaram para estarmos.
E enrijecidos à expressão que
pintaram em nossas faces.
Observando apenas o que nos é
permitido, repetindo comandos.
Sem ousar mover nossas cabeças
para enxergar o que há do outro lado.
Há muito roubaram os minutos
que reservávamos para o pensar.
Nua realidade por entre os muros do capital.
Raissiana Vidal
segunda-feira, 26 de abril de 2010
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